segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional das mulheres

Nunca gostei de homenagear as mulheres num único dia do ano. Mulher merece todos os dias as mais sinceras homenagens.
A todas nossas amigas e amigos colaboradores do jurubebadigital, quero compartilhar uma bela crônica do site poemas-luso.net. Espero que todos vocês gostem.
Abs...

Juro! Não vou escrever sobre o Dia Internacional da Mulher.

Já disse.
Juro que não vou escrever nada sobre o Dia Internacional da Mulher…
É um dia de que não gosto.
Parece-me pouco, muito pouco.
Faz da mulher uma espécie de mulher-a-dias do tempo. Como se fosse preciso lembrar ao outro sexo, que dizem ser forte, que ela tem um dia nesse dia, que é um oito.
Ando às voltas…
Não gostava de cair no ridículo de ser mal interpretado por algumas mulheres. Aquelas que pensam que têm direito a um dia no ano. Que é justo, acertado, perfeitamente louvável…
Eu não acho!
Em primeiro lugar, porque esse dia que é um oito, tem um lado comemorativo que faz dela uma espécie de estátua, ou pior ainda, lápide a ser descerrada.
Uma mulher não se descerra, ama-se!
Não, não me peçam! Não vou escrever sobre o Dia Internacional da Mulher.
E depois, em Março…como se fossem andorinhas que não chegaram a emigrar…Que nos outros 364, cozinharam, lavaram, estenderam, passaram, rasparam, mudaram fraldas, e melhor ainda, trabalharam.
Não!
Mas nesse dia, o oito que têm no coração, solta-se.
Atrevem-se algumas a pensar que poderão ter mais que 3,65% de um orgasmo nessa noite. Imaginam um marido sem futebol nos olhos, sem álcool na voz, e até em alguns casos…que não lhes bate.
Chegam até a pensar num jantar a dois que lhes traga o homem romântico que nunca tiveram.
Não, não vou escrever sobre o Dia Internacional da Mulher.
Apesar de estar seguro do espaço nobre dado pelas televisões, apesar de ter quase a certeza de que na Assembleia da Republica se tratarão temas importantes, apesar de não ter certeza nenhuma da bondade de ninguém.
Hão-de evocar por certo nesse dia, Natália e Florbela, Agustina e Sofia, e para mal dos meus pecados, tenho quase a certeza…Rosa Lobato Faria.
A mulher que eu evoco é outra, 364 dias por ano. Inteligente, segura, independente.
O outro dia, o que me falta na conta, uso-o para ser Homem, no dia quase de orgulho dos meus semelhantes.
Uma espécie de oito.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Diálogo com Emir Sader


Estou compartilhando o texto do professor Emir Sader publicado na agência Carta Maior, Sader como um boxeador impedernido nocauteia alguns oportunistas que estiveram esta semana debatendo a pseudo democracia na imprensa.
Vale a pena todos os nossos amigos e colaboradores lêrem:

Emir Sader: A miséria moral de ex-esquerdistas


Saiu naAgência Carta Maior

Alguns sentem satisfação quando alguém que foi de esquerda salta o muro, muda de campo e se torna de direita – como se dissessem: “Eu sabia, você nunca me enganou”, etc., etc. Outros sentem tristeza, pelo triste espetáculo de quem joga fora, com os valores, sua própria dignidade – em troca de um emprego, de um reconhecimento, de um espaçozinho na televisão.

O certo é que nos acostumamos a que grande parte dos direitistas de hoje tenham sido de esquerda ontem. O caminho inverso é muito menos comum. A direita sabe recompensar os que aderem a seus ideais – e salários. A adesão à esquerda costuma ser pelo convencimento dos seus ideais.

O ex-esquerdista ataca com especial fúria a esquerda, como quem ataca a si mesmo, a seu próprio passado. Não apenas renega as idéias que nortearam – às vezes o melhor período da sua vida -, mas precisa mostrar, o tempo todo, à direita e a todos os seus poderes, que odeia de tal maneira a esquerda, que já nunca mais recairá naquele “veneno” que o tinha viciado. Que agora podem contar com ele, na primeira fila, para combater o que ele foi, com um empenho de quem “conheceu o monstro por dentro”, sabe seu efeito corrosivo e se mostra combatente extremista contra a esquerda.

Não discute as idéias que teve ou as que outros têm. Não basta. Senão seria tratar interpretações possíveis, às quais aderiu e já não adere. Não. Precisa chamar a atenção dos incautos sobre a dependência que geram a “dialética”, a “luta de classes”, a promessa de uma “sociedade de igualdade, sem classes e sem Estado”. Denunciar, denunciar qualquer indicio de que o vício pode voltar, que qualquer vacilação em relação a temas aparentemente ingênuos, banais, corriqueiros, como as políticas de cotas nas universidades, uma política habitacional, o apoio a um presidente legalmente eleito de um país, podem esconder o veneno da víbora do “socialismo”, do “totalitarismo”, do “stalinismo”.

Viraram pobres diabos, que vagam pelos espaços que os Marinhos, os Civitas, os Frias, os Mesquitas lhes emprestam, para exibir seu passado de pecado, de devassidão moral, agora superado pela conduta de vigilantes escoteiros da direita. A redação de jornais, revistas, rádios e televisões está cheia de ex-trotskistas, de ex-comunistas, de ex-socialistas, de ex-esquerdistas arrependidos, usufruindo de espaços e salários, mostrando reiteradamente seu arrependimento, em um espetáculo moral deprimente.

Aderem à direita com a fúria dos desesperados, dos que defendem teses mais que nunca superadas, derrotadas, e daí o desespero. Atacam o governo Lula, o PT, como se fossem a reencarnação do bolchevismo, descobrem em cada ação estatal o “totalitarismo”, em cada política social a “mão corruptora do Estado”, do “chavismo”, do “populismo”.

Vagam, de entrevista a artigo, de blog à mesa redonda, expiando seu passado, aderidos com o mesmo ímpeto que um dia tiveram para atacar o capitalismo, agora para defender a “democracia” contra os seus detratores. Escrevem livros de denúncia, com suposto tempero acadêmico, em editoras de direita, gritam aos quatro ventos que o “perigo comunista” – sem o qual não seriam nada – está vivo, escondido detrás do PAC, do Minha casa, minha vida, da Conferência Nacional de Comunicação, da Dilma – “uma vez terrorista, sempre terrorista”.

Merecem nosso desprezo, nem sequer nossa comiseração, porque sabem o que fazem – e os salários no fim do mês não nos deixam mentir, alimentam suas mentiras – e ganham com isso. Saíram das bibliotecas, das salas de aula, das manifestações e panfletagens, para espaços na mídia, para abraços da direita, de empresários, de próceres da ditadura.

Vagam como almas penadas em órgãos de imprensa que se esfarelam, que vivem seus últimos sopros de vida, com os quais serão enterrados, sem pena, nem glória, esquecidos como serviçais do poder, a que foram reduzidos por sua subserviência aos que crêem que ainda mandam e seguirão mandado no mundo contra o qual, um dia, se rebelaram e pelo que agora pagam rastejando junto ao que de pior possui uma elite decadente e em vésperas de ser derrotada por muito tempo. Morrerão com ela, destino que escolheram em troca de pequenas glórias efêmeras e de uns tostões furados pela sua miséria moral. O povo nem sabe que existiram, embora participe ativamente do seu enterro.

Postado por Emir Sader às 02:11

quarta-feira, 3 de março de 2010

A Funtelpa não merece

Regina Lima derrota Ana Júlia

A Assembleia Legislativa derrubou o veto da governadora em relação a emenda do legislativo, que prevê duas horas da programação diária da AL, seja transmitida nas emissoras de (Rádio e TV) da FUNTELPA.
O que é estranho é não encontrarmos nesta disputa as justificativas plausíveis da gestora da Funtelpa - Regina Lima em articular políticas para garantir os interesses da Fundação e concomitantemente do governo.
Pode ser que a total ausência da dirigente máxima da Funtelpa esteja ocorrendo por suas convicções: "Não sou de tendência, não sou de partido, não sou de grupo político".
Pelo andar da carruagem, Regina Lima, também não é dada as articulações políticas.
Tanta hipocrisia junta e olha aí o resultado. Derrota e mais desgaste da governadora Ana Júlia.
Em tempo: foto compartilhada da "ABEPEC".